Quem disse que todas as decisões são para sempre?
Quem disse que as escolhas precisam ser eternas?
Quem disse que sustentá-las seria fácil?
Quem disse que arcar com as consequeências não ia doer?
Quem disse que a gente é gente grande e não precisa de colo?
Quem?????
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Eu sei, mas não devia.
Hoje fui presenteada pela minha professora com este texto num evento aqui em SB...
Ainda bem que existem pessoas que gostam de compartilhar seus momentos...suas leituras...seus anseios...
Prof. Cristina...obrigada por presentear e me mostrar que se indignar e duvidar continua sendo fundamental...e obrigada por me mostrar que ainda é possível acreditar na docência...e que ser professora é saber dividir...é saber ouvir...é saber que nem sempre sabemos tudo...obrigada por que estes momentos que me fazem ter a certeza de que sim MEU LUGAR É AQUI TB e que desistir só daria forças a quem não merece! (ufa...falei!)
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(1972)
Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.
O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.
Ainda bem que existem pessoas que gostam de compartilhar seus momentos...suas leituras...seus anseios...
Prof. Cristina...obrigada por presentear e me mostrar que se indignar e duvidar continua sendo fundamental...e obrigada por me mostrar que ainda é possível acreditar na docência...e que ser professora é saber dividir...é saber ouvir...é saber que nem sempre sabemos tudo...obrigada por que estes momentos que me fazem ter a certeza de que sim MEU LUGAR É AQUI TB e que desistir só daria forças a quem não merece! (ufa...falei!)
Eu sei, mas não devia
Marina Colasanti
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(1972)
Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.
O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.
TEXTO QUE PEGUEI NESTE LINK: http://www.releituras.com/mcolasanti_eusei.asp
domingo, 7 de novembro de 2010
Mês da Consciência Negra
Zumbi dos Palmares
Antes de tudo...
Antes de sorrir...
Antes de gritar...
Antes de levantar...
Antes de respirar...
RESPEITO!
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Estudos...
Andar na vida...
Andar pela vida...
Andar a vida...
Não tenho bem certeza de todas as minhas escolhas (e que mania a vida adulta ser tão complicada, hein?), mas ando feliz com que ando construindo para ela no meu mundo profissional...
Certeza de que um futuro alegre bem próximo repleto de sucessos esperados, construídos, sonhados...
Quem disse que estudar não ia valer a pena?
.
.
.
.
.
.
Me dei conta nos últimos dias que pouco falo da minha escolha profissional, do meu curso...talvez pelo fato de acreditar que esta escolha está tão em mim...tão perfeito no meu corpo que não vejo ela descolada de todas as outras vivências e pensações...
Foi uma escolha pensada, construída e que me fez tomar rumos diferentes para uma vidinha tranqüila...foi ela que fez me movimentar...q me fez mudar...não só de CEP, mas de vida...de escolhas...de pessoas...
A luta diária pela formação que quero é quase uma guerra e em alguns momentos solitária...mas a certeza de que este caminho é que me fortalece...me transforma... quase como a metamorfose daquela largatinha numa linda borboleta...que daqui a pouco estará voando bem alto...
É isso aí... farfala voando bem alto...tentando dar beleza pra sua vida e para vida alheia...
Andar pela vida...
Andar a vida...
Não tenho bem certeza de todas as minhas escolhas (e que mania a vida adulta ser tão complicada, hein?), mas ando feliz com que ando construindo para ela no meu mundo profissional...
Certeza de que um futuro alegre bem próximo repleto de sucessos esperados, construídos, sonhados...
Quem disse que estudar não ia valer a pena?
.
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Me dei conta nos últimos dias que pouco falo da minha escolha profissional, do meu curso...talvez pelo fato de acreditar que esta escolha está tão em mim...tão perfeito no meu corpo que não vejo ela descolada de todas as outras vivências e pensações...
Foi uma escolha pensada, construída e que me fez tomar rumos diferentes para uma vidinha tranqüila...foi ela que fez me movimentar...q me fez mudar...não só de CEP, mas de vida...de escolhas...de pessoas...
É isso aí... farfala voando bem alto...tentando dar beleza pra sua vida e para vida alheia...
domingo, 3 de outubro de 2010
Voto...
Votar é algo que para mim sempre foi considerada uma ação de extrema importância...
Uma ação de cidadania, responsabilidade e de esperança...
Este ano não foi possível exercer meu direito...fui as urnas para justificar meu voto...
Uma mistura de tristeza, vergonha, angústia, derrota tomou conta de mim.
Pela primeira vez desde aos meus 16 anos não votei na Estrela.
Esta Estrela que eu acredito e tenho a certeza absoluta que luta e busca um Brasil melhor...
Estou apenas a acompanhar as notícias com a esperança de que as pessoas que puderam exercer seu direito tenham o feito com dignidade, respeito e vontade de fazer a diferença.
Meu compromisso e responsabilidade com este Brasil continua...continuarei sim fiscalizando aqueles candidatos que apoiei, que indiquei às pessoas, pois posso não ter votado, mas o compromisso deles e meu é o mesmo: buscar um Brasil com menos desigualdades e com políticas públicas universalizadoras, com eqüidade e respeito a dignidade de todos os cidadãos.
Uma ação de cidadania, responsabilidade e de esperança...
Este ano não foi possível exercer meu direito...fui as urnas para justificar meu voto...
Uma mistura de tristeza, vergonha, angústia, derrota tomou conta de mim.
Pela primeira vez desde aos meus 16 anos não votei na Estrela.
Esta Estrela que eu acredito e tenho a certeza absoluta que luta e busca um Brasil melhor...
Estou apenas a acompanhar as notícias com a esperança de que as pessoas que puderam exercer seu direito tenham o feito com dignidade, respeito e vontade de fazer a diferença.
Meu compromisso e responsabilidade com este Brasil continua...continuarei sim fiscalizando aqueles candidatos que apoiei, que indiquei às pessoas, pois posso não ter votado, mas o compromisso deles e meu é o mesmo: buscar um Brasil com menos desigualdades e com políticas públicas universalizadoras, com eqüidade e respeito a dignidade de todos os cidadãos.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
As Estrelas do Céu
Nunca ninguém me contou esta história...
Inclusive os entendidos dizem que não se deve falar desta maneira com criança nenhuma, que o negócio é dizer a verdade sempre...
Ok? Psicólogos podem ter razão...afinal a verdade é sempre menos dolorida...
Mas quem disse que sonhar? Fantasiar também não faz parte da vida?
Tenho certeza absoluta que tenho várias estrelinhas no céu me cuidando...
Tive elas muito perto de mim...umas por um bom tempo...outras por menos tempo que desejei...
A vida nos aproxima, nos presenteia e também nos tira...
Mas elas não vão tão longe...estão logo ali...
De dia ficam escondidinhas...cuidando dos passos...renovando as energias...
A noite...elas surgem...vem brilhantes...pra me avisar que sempre...onde quer que possa estar elas estão junto...
Não pense que não tenho a perfeita idéia da lei da vida...mas já tive provas suficientes que todas as pessoas que amei e perdi...estão lá me vigiando...protegendo...
São estrelas atentas...dispostas a qualquer coisa pra me ajudar...
Elas me surpreendem...dão forças...
Minhas estrelinhas queridas...continuem brilhando muito... e acolham esta nova amiga que chegou aí!
...Uma pequena homenagem à Cecília Gorsky e sua família...e todas as minhas estrelas que hoje brilham forte...
Marcadores:
da vida
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Eu...
Aquela que gosta de dormir muito...mas que acorda cedo e tenta ver o sol e sorrir...
Aquela que dá comida pro cachorro da rua...mas que em casa não consegue agradá-lo...
Aquela que pode estar sorrindo e daqui a pouco estar em lágrimas...
Aquela que ama um enlatado americano...e dá discurso contra burguês...
Aquela que ama seus amigos ... e ainda não consegue manter uma comunicação que todos merecem...
Aquela que estuda ...mas que ama um bate papo online...
Aquela que um dia quer comprar a cidade...no outro grita como alguém vende alguma coisa...
Aquela que se nega a pagar R$ 7,00 num brocólis...mas se a cerveja com amigos ficou nos 50 pilas...simbora...
Aquela que um dia adora cinza e no outro quer rosa pink...
Aquela que gosta de dar abraço e beijo, mas que ainda está aprendendo a dizer: eu te amo!
Aquela que tem muito diários e agendas e nenhuma terminada...
Aquela que já começou mil livros e não terminou e que já leu mil vezes um livro só...
Aquela que gosta de música pra lavar roupa...música pra arrumar a casa...música pra estudar e música pra curtir minha dor...
Aquela que curte sua dor...mas basta uma discussão política pra fazer esquecer que existe dor....
Enfim...sou muitas sim...muitas num dia só...muitas o tempo inteiro...
Convivo quase todo tempo harmoniosamente com todas elas...
Claro que por serem muitas...dão um certo trabalho e os conflitos acontecem...
E estes só me fazem descobrir que enfim...tem mais de mim escondida em mim ...
Aquela que dá comida pro cachorro da rua...mas que em casa não consegue agradá-lo...
Aquela que pode estar sorrindo e daqui a pouco estar em lágrimas...
Aquela que ama um enlatado americano...e dá discurso contra burguês...
Aquela que ama seus amigos ... e ainda não consegue manter uma comunicação que todos merecem...
Aquela que estuda ...mas que ama um bate papo online...
Aquela que um dia quer comprar a cidade...no outro grita como alguém vende alguma coisa...
Aquela que se nega a pagar R$ 7,00 num brocólis...mas se a cerveja com amigos ficou nos 50 pilas...simbora...
Aquela que um dia adora cinza e no outro quer rosa pink...
Aquela que gosta de dar abraço e beijo, mas que ainda está aprendendo a dizer: eu te amo!
Aquela que tem muito diários e agendas e nenhuma terminada...
Aquela que já começou mil livros e não terminou e que já leu mil vezes um livro só...
Aquela que gosta de música pra lavar roupa...música pra arrumar a casa...música pra estudar e música pra curtir minha dor...
Aquela que curte sua dor...mas basta uma discussão política pra fazer esquecer que existe dor....
Enfim...sou muitas sim...muitas num dia só...muitas o tempo inteiro...
Convivo quase todo tempo harmoniosamente com todas elas...
Claro que por serem muitas...dão um certo trabalho e os conflitos acontecem...
E estes só me fazem descobrir que enfim...tem mais de mim escondida em mim ...
...Estranho seria se eu não me apaixonasse por você...
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